quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Sossego
Na ressaca do carnaval passei o dia a invejar a sorte futura de Bento XVI. Estar em sossego, ter tempo para livros, revistas, jornais, alguma música e o pouco cinema que ainda vale a pena.
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Bento XVI
A atitude de Bento XVI merece uma reflexão profunda da parte dos nossos líderes políticos. Quando se perde a capacidade de gerar consensos mínimos é porque muito provavelmente chegou a hora de partir. E claro, saber sair faz parte do cardápio de um bom líder.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
TV Rural
A maioria parlamentar aconselhou o governo a adoptar o renascimento (ou será mesmo a refundação?) da TV Rural. Trata-se de uma estratégia de maneira a potencializar o serviço público televisivo e, que apesar de assentar numa ingerência na programação, poderá servir como uma mais-valia neste Portugal cada vez mais rural. Por muita polémica que surja em torno de tal assunto, temos que assumir que isto não se trata propriamente do Passos Coelho a reencarnar o Hugo Chávez em programas da manhã e que a possível presença da Assunção Cristas a demonstrar técnicas agrícolas nos faria rir um bom bocado.
Mas voltemos ao que realmente interessa. Para além de existir esta intenção de transformar o Estado num novo Ediberto Lima, na realidade os nossos representantes podem apenas nomear a administração da RTP e celebrar o contrato de concessão, pelo que tais competências já de si tão alargadas serão aproveitadas cá pelo blog para reforçar esta nova ideia genial. Além do mais, não negamos que estamos já imbuídos deste espirito kitsch pelo ressurgimento dos clássicos da nossa televisão.
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
1983 - 2013
Depois de 1983 a música mudou para sempre. E já lá vão 30 anos...
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Momento No Comments by Avenida de Berna 26
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
O neo-queirosiano
Duas semanas de férias, dois
livros para ler: um de Eça de Queirós, outro de Franz Kafka. Na minha
imaginação, transporto o kafkianismo para
a realidade do Portugal de hoje. O Franz veria que afinal nada mudou, que o tal
individuo (sempre ele…) continua a existir, sozinho, deparando-se com uma
dimensão irreal que o deixa perplexo, mas ao mesmo tempo tão entranhado que lhe
falta a capacidade para agir e que o desajusta da realidade. Mas o Franz não
reparara que afinal, Portugal antes de ser kafkiano
era e (pelos vistos continua a ser) queirosiano.
Afinal, Portugal é mesmo assim: surreal, absurdo, submisso ao ilusório… Não
tem remédio mesmo, poderia pensar, mas é tão agradável…
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
O ciclista
A minha autobiografia não autorizada "A Descondecoração de Miguel Fernandes" também irá para a secção de ficção de uma qualquer biblioteca de província.
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