domingo, 20 de janeiro de 2013

Re-inicio de actividade

Para dar início a uma nova fornada de posts com a minha assinatura, este vídeo pareceu-me bem.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Delta Force


Cá pelo blog, as referências ao nosso Prime Minister e à lenda viva Chuck Norris não param de chover. Os motivos são óbvios, pois o ano espera-se aterrador e o inefável vilão de Massamá tem já em vista um vasto leque de artimanhas para tornar os tempos futuros ainda mais críticos. Nesta sua missão malévola encontrar-se-á apoiado de perto pelo Ministro das Finanças, um geek capaz de usar os seus poderes para se metamorfosear durante a noite e arranjar estratagemas para reequilibrar gráficos de Excel, segundo ele um oráculo onde se vislumbra o futuro de uma nação. Como se não bastasse, nesta verdadeira Gotham City europeia há ainda espaço para um Super-Relvas especialista em privatizações e um grupo de mutantes liderados por um etíope que dá bitaites sobre a vida financeira de Portugal, um renegado líder da União Europeia e uma alemã que não deve nada aos mauzões que faziam a vida negra ao nosso saudoso Major Alvega.
É aqui que entra Chuck Norris. O herói que não se importa de dispensar dez minutinhos dos seus preciosos treinos nos dojos norte-americanos, para se dedicar a salvar o nosso país. Um uppercut nas PPPs, um rotativo na justiça e um golpe final nos cortes salariais, é este o herói do povo que não olha a meios para libertar os nossos bolsos das mãos dos vilões! Chuck deixa o aviso: “Políticos: para 2013 não queiram uma reedição do Perdido em Combate! E olhem que só aviso uma vez…”


domingo, 6 de janeiro de 2013

Faz-me espécie, pronto

Que isto seja notícia e, quando eu engravidei, nem na revista regional mencionaram o meu nome.
Faz-me espécie, pronto, que, na TVI, isto seja abertura do telejornal.

Ou melhor, fazia-me espécie, até que hoje ouvi - enquanto a dita notícia passava em letras garrafais no cito telejornal - " Como é que é possível, numa altura como esta, esta senhora engravidar e depois, certamente, ir de baixa e estar afastada cinco meses".

Ah, ok! Então era por isso que isto era uma grande notícia! Porque a senhora vai ter o desplante de estar 5 meses sem trabalhar, tsss tsss!

sábado, 5 de janeiro de 2013

Os favoritos de 2012 (Parte IV)

Já em 2013, aqui vão os meus favoritos de 2012...

Categoria "Renascimento":
Nesta categoria surge o já mencionado Seal, que depois de ter levado com um par de....desilusões(!) de Heidi Klum, está com a sua veia solista mais apurada do que nunca.

Categoria "Sangue Novo":
Mickael Kiwanuka. Com apenas 24 anos foi já comparado a grandes artistas da Soul como Ottis Redding e Bill Withers.
Jamie Cullum. Há quem já lhe chame o "puto do Jazz". Quem o ouve não fica indiferente.
Richie Campbell. É o nome artístico do português Ricardo Costa - o miudo loirinho de Cascais que tem dado cartas no mundo do Reggae.

Categoria "Revelação":
Orelha Negra. Projecto luso com música eminentemente urbana e instrumental à base de mixtape com vozes. Bem conseguido.
Cais Sodré Funk Connection. Banda que recria o ambiente dos clássicos da Motown e de outras editoras míticas das décadas de 60 e 70.
Ana Moura com o seu Desfado.
Elisa Rodrigues e Júlio Resende. Dupla surpreendende no panorama portugûes de Jazz.

Categoria "Hits Popularuxos Que Ficam No Ouvido":
Os aviões dos Azeitonas; a Morena Kuduro de José Malhoa - que de Kuduro só tem o nome e o dito das bailarinas que o acompanham, - mas que conseguiu animar os bailaricos das terreolas por este país fora!; os êxitos do grande artista César Mourão, do programa Gosto Disto, como "D. Duarte Piu" e "Gioconda".

Por agora está...venha 2013!

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Milagre de Natal



A minha vida havia entrado na monotonia total. As notícias que surgiam no nosso pequeno país pouco me alimentavam o espirito critico e a alta sapiência dos comentadores que proliferam nos canais a cabo não me ofereciam sequer uma ligeira ideia para tecer um ou dois comentários no blog. Mas tudo mudou na passada semana.

Artur Batista da Silva aparecia nos canais a mostrar todo um novo approach no que toca a falar sobre a vida política europeia, enviado alertas oportunos sobre a nossa futura situação e por pouco que não falou sobre a cor das cuecas que a Merkel usa aos domingos de manhã. Tudo isto enquanto se apoiava sistematicamente no nome das Nações Unidas, uma organização que apesar da cobertura feita a uma mão cheia de casos de corrupção e acusada pela “legalização” de genocídios, parecia através das sábias palavras deste senhor uma cena do Texas Ranger quando o Chuck Norris salva o episódio com dois rotativos nos maxilares dos malvados vilões. Bravo! Não me sentia tão animado num debate sobre política desde a estreia de Medina Carreira e devia agradecer na totalidade a este anjo caído do céu… O meu Natal estava salvo! 

Mas como tudo em Portugal nestes últimos meses (senão anos!...) tem sido efémero, nem este pequeno milagre de Natal a la portugaise se iria safar. Ao que parece o já famoso coordenador de um observatório das Nações Unidas caiu nas malhas da sua própria mentira, ainda nem a semana tinha terminado… O sentimento de traição não consigo apagar do meu coração mas também não consigo esconder o agradecimento que tenho por ti Artur! Por momentos fizeste escola nos debates televisivos, nem que seja por te fazeres passar por algo que não és, apesar de continuar a ter o estranho sentimento que tais actos não são mais que aquilo já feito diariamente por outros comentadores… E com isto desejo a todos um Merry Christmas e um Happy New Year e muito cuidado com os vigaristas, apesar da distância que ainda existe entre vocês e qualquer estúdio televisivo sedeado em Carnaxide ou Queluz!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Os favoritos de 2012 (Parte III)


Se 2012 está por um fio, o País, há quem diga, está para acabar. Já a música que este ano nos deu dificilmente morrerá sem dar luta, pelo menos ao ouvido. Entre a guitarra de James Hince e a voz da menina Alisson Mosshart, renovou-se o tratado do norte-atlântico. O barulho, em descargas industriais, voltou a fazer sentido, a canalha nova-iorquina respira saúde. Sem dar acessos a crises, Úria garante que o mundo foi vencido. Leonard Cohen apresenta velhas ideias, não havia como falhar. O Bernardo foi a África, para nos lembrar que, afinal de contas, ainda (?) somos portugueses. Jack White, a minha escolha do ano, fez de Blunderbuss uma ode ao amor-ódio