Se 2012 está por um fio, o País, há quem diga, está para acabar. Já a música que este ano nos deu dificilmente morrerá sem dar luta, pelo menos ao ouvido. Entre a guitarra de James Hince e a voz da menina Alisson Mosshart, renovou-se o tratado do norte-atlântico. O barulho, em descargas industriais, voltou a fazer sentido, a canalha nova-iorquina respira saúde. Sem dar acessos a crises, Úria garante que o mundo foi vencido. Leonard Cohen apresenta velhas ideias, não havia como falhar. O Bernardo foi a África, para nos lembrar que, afinal de contas, ainda (?) somos portugueses. Jack White, a minha escolha do ano, fez de Blunderbuss uma ode ao amor-ódio.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Os favoritos de 2012 (Part II)
Na minha condição - de mãe - é complicado ter gostos pessoais. Até a mais curta das viagens de carro tem sempre por Banda Sonora uma qualquer música infantil.Pelos favoritos, isto é, pelos mais ouvido de 2012 são os artistas coloridos quem mais ordena! A mãe, essa, que por acaso sou eu, pouco mais tempo teve do que para ouvir a música do conterrâneo ou conhecer a OST da nova série televisiva.
Os favoritos de 2012
Um retorno de um rei da soul e a continuação do retorno de uns senhores do punk, um casal assumido e um jovem que apenas o fez recentemente, um profissional que quer mudar o mundo da música
e, por fim, uma sobremesa pop. Para o
ano há mais…
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Ai se isto pega!
Por lá ,os enjoos dão direito a baixa médica de 30 dias. Decididamente, vou emigrar!
O Estatuto do aluno
Lembro-me, quando andava na escola, que faltar era coisa impensável.
Ai da minha mãe que eu fizesse gazeta de livre e espontânea vontade. Ai dela, e ai de mim! Nesse tempo havia aquela coisa chamada "respeito" e responsabilidade (bom, não falo dos tempos da Faculdade, esses foram feitos para outras coisas). Falo dos tempos de escola que esta notícia refere. Esses tempos são idos. Agora parece que, se o aluno falta e é penalizado por isso - pelo professor e mais a fundo, pela escola e pelo novo estatuto - quem "leva" dos pais é o Professor. Modernices!
sábado, 1 de dezembro de 2012
Coligação
É impressão minha ou sempre que Pedro Passos Coelho dá uma entrevista Paulo Portas fica numa posição pouco confortável?
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
O comunicado
Cala-te pah! Nunca ouviste dizer que o que é gratuito, ninguém dá valor?! Pode ser que contribuindo com qualquer coisinha (cem euritos/ano) os alunos (e respectivos encarregados de educação) não façam daquilo uma brincadeira. Eu sou a favor (mas isso sou eu).
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Comunidades Intermunicipais
1. Mais Estado?: Assinado o compromisso de reforma da administração local e pressionado pelo calendário da Troika, o inestimável ministro Miguel Relvas e os seus bem pagos assessores, imbuídos num espírito reformista, sentaram-se num gabinete e, de régua e esquadro na mão, toca a dividir o país. Apelidaram este projecto de: Novo Regime Jurídico das Autarquias Locais. Um nome juridicamente pomposo para a vetusta ideia da transferência de competências do poder central para o poder local. Para atingir tal desiderato, propõem a criação de um corpo intermédio: as entidades intermunicipais. A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), liderada pelo estimável Fernando Ruas, rejeitou por unanimidade esta proposta, contra-argumentando com a previsível perda de competências autárquicas e com a redução da capacidade de gestão de dinheiros públicos por parte dos seus associados, em benefício destas novas entidades. Num sinal de lucidez democrática, o representativo Fernando Ruas e a ANMP defendem que a liderança destas comissões deve ser legitimada através de sufrágio universal e directo. Neste último ponto, eu apenas acrescentaria a exigência da limitação de mandatos: dois, a exemplo do Presidente da Nação. Mas o que são estas comunidades intermunicipais? Velhos Governos Civis com nova nomenclatura e novos poderes? Segundo o semanário Expresso, estas comissões representam pelo menos uma centena de lugares a serem estreados e liderados por um primeiro secretário com um ordenado na ordem dos 4000 euros. A figura do primeiro secretário, ao invés do ex-governador civil, não será meramente decorativa, vai receber os poderes tributários municipais e ter capacidade de distribuição dos dinheiros públicos nacionais e europeus. Estas comissões em relação aos extintos governos civis ganham um novo poder, o aliciante poder do dinheiro. Neste contexto, além das autarquias também as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional serão esvaziadas de competências e relevância local. Numa época de aperto financeiro, este lugar de primeiro secretário será apetecível, logo disputado a nível político. À primeira vista estes lugares parecem talhados, pelo alfaiate Miguel Relvas, à medida dos dinossauros autárquicos, homens de costas largas entretanto impedidos de se recandidatarem aos lugares em que se eternizaram. Estas comissões serão uma segunda vida que o apparatchik, Miguel Relvas, dá a quem, sobrevivendo do aparelho, não quer uma reforma banalmente chata ou ao fim de tantos anos ainda alimenta alguma réstia de ambição política. Por saber está o tamanho destes órgãos e quanto nos vão custar, pois quem paga a factura já sabemos.
In: Jornal do Centro
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Uma nova cara para a paralisação concertada nacional!
A greve geral
já não cola hoje em dia. Já nem é geral, é gozada por aqueles que trabalharam
todo esse dia no interior dos seus escritórios pertencentes à classe dos
privados, é acusada de não resolver os problemas do país, atrasa o crescimento
da nossa possante economia, cria problemas em quem se quer deslocar e nem
sequer consegue dois minutinhos de antena no No Comment do Euronews.
No entanto, e porque o que este país precisa mesmo é de soluções, pensamos em várias
alternativas que permitam às nossas greves apresentar uma nova cara e resultados diversos conforme as intenções. Por exemplo:
Um Flashmob: Um ajuntamento instantâneo na Rua da Amália Rodrigues é
algo ao qual estamos habituados, mas se se basear no Thriller do Michael
Jackson ou no Call Me Maybe da Carly Rae Jepsen o impacto será maior e o
divertimento garantido. Uma vantagem essencial: o flashmob permite a dispersão da multidão tão rapidamente quanto se
reuniu, pelo que a irritação policial não terá tempo para se expressar nas velhotas
indefesas, assim como nesta nova vaga de hooligans
de trazer por casa.
Um mega jogo de sueca: Aliar um
passatempo nacional à crítica ao governo poderia de facto resultar e escalar
para uma revolta de meter inveja à francesa. No fundo, juntar a frustração
diária de centenas de dignos representantes da pós-meia-idade nacional à
incompreensão pelo companheiro ter feito renuncia ou não ter reparado no sinal
para jogar o Ás, poderia facilmente redundar em ofensas à filha do Zé que é uma
pega de primeira até a discussões acesas sobre se a Troika está ou não disponível para estudar a redução do IRC para
10%. A partir daí era esperar pelo efeito deflagrador de tão poderosa massa, mas
nesta altura nem conseguimos prever os possíveis efeitos sociais e políticos
que tais acções poderiam ter no nosso país…
Chamar o John Stewart: Antes de
mais é americano, pelo que possui uma cultura de desenrascanço que lhe permite
trabalhar sozinho na crítica aos governantes enquanto a população trabalha e
continua a produzir. Por outro lado, é engraçado e mais moderno, o que vai
retirar o ar pesado das faixas vermelhas e das já gastas palavras de ordem que
tanto caracterizam as graves nacionais.
Depois
disto, o nosso blog ganha um
verdadeiro estatuto de serviço público. As ideias foram baseadas em cinco
minutos de pensamento honesto e com o futuro da nossa Nação presente. Muito
obrigado!
Etiquetas:
Flashmob,
Governo,
Greve,
John Stewart,
RG
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Piquet(e) de Greve
Etiquetas:
Greve,
Miguel Fernandes,
Piquet
domingo, 11 de novembro de 2012
Auto-biografia
Para efeitos de auto-estima e medo de falhar a benevolente posteridade, por antecipação, lancei-me numa auto-biografia. Terminada a obra, chego à conclusão que não passa de uma penosa errata de 450 páginas, divididas por 5 capítulos. Digno de registo somente: o jantar com esta senhora; uma nomeação para isto; e uma vitória aqui. Por razões óbvias, omiti a derrota nas autárquicas de 2013.
If ignorance is bliss...
Domingo de manhã, os suburbios preparam-se para aproveitar o ultimo dia de melancolia temperado pela fina chuva matinal que arrefece o espirito. O país, esse, prepara-se para a visita do Lucifer do Norte, qual membro dos germanos esguedelhado de olhos vermelhos-sangue na sua carruagem de cavalos negros. Mantenho-me neutro perante a mistura de sentimentos e dou uma olhadela nos jornais: Merkel aposta na indústria nacional, Activistas querem panos negros contra Merkel, Alemães em Portugal estranham onda de indignação, Nos calabouços da PJ, Chef Michel que fazer refeições... Ah... Ainda se faz pouco da nossa justiça, não é? Bom... ao menos um pouco de coerência neste Portugal sempre nosso, sempre igual... É aí que paro e penso: If ignorance is bliss, so let us be happy...
sábado, 10 de novembro de 2012
Recomendo
Aproveite o fim-de-semana que deve ser longo - a contar pelo meu que começou com choro às 5h43 am - e vá ver este filme. Muito bom. Desconcertante. E um excelente actor.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Obama
É bom de ver a esquerda e imprensa do velho continente a apoiar um "neo-liberal".
Etiquetas:
Barack Obama,
Miguel Fernandes
Obama
"Obama Venceu! São boas notícias para a Europa e para Portugal. Há pelo menos um português que mantêm o nível de vida... Boa sorte, Bo."
Fernando Figueiredo.
Etiquetas:
Barack Obama,
Fernando Figueiredo,
Miguel Fernandes
And the winner is...
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Sapatos...
Gosto de comprar o que é nosso. Tendo oportunidade de escolha, opto por produtos nacionais mesmo que isso me pese mais na carteira. Faço-o, não apenas por uma questão de mero patriotismo mas por realmente acreditar que temos produtos de excelente qualidade nos mais variados ramos de atividade.
No que diz respeito aos têxteis e ao calçado a coisa complica-se. Seja porque a oferta é escassa, seja porque dentro da diminuta oferta os preços não são os mais acessíveis, a verdade é que tenho dificuldade em levar avante as minhas convicções nestes setores. E é aqui que entra a história dos sapatos....
Na impossibilidade de comprar uns bons sapatos portugueses (estes são para calçar os santos pés de Sua Santidade, o Papa, e não os meus!), comprei uns de nuestros hermanos que cumpriam na perfeição os meus requisitos e além disso tinham um preço bastante razoável.
Até aqui, pese o patriotismo que fora para o galheto no momento da compra, nada de especial.
Ao chegar a casa, depois da compra, reparo no selo colocado na sola dos ditos, onde leio: "Defendemos el trabajo en Espana". Inevitavelmente esboço um sorriso e abano a cabeça como quem diz "sim senhor...!".
Conto-vos esta história do meu quotidiano para dizer que, em alguns aspetos, penso termos muito a aprender com os nossos vizinhos do lado. No que respeita à defesa e exportação não só de produtos mas também e principalmente ao nível da cultura e língua, o povo espanhol é um caso exemplar do não conformismo depois da entrada na UE.
No que diz respeito aos têxteis e ao calçado a coisa complica-se. Seja porque a oferta é escassa, seja porque dentro da diminuta oferta os preços não são os mais acessíveis, a verdade é que tenho dificuldade em levar avante as minhas convicções nestes setores. E é aqui que entra a história dos sapatos....
Na impossibilidade de comprar uns bons sapatos portugueses (estes são para calçar os santos pés de Sua Santidade, o Papa, e não os meus!), comprei uns de nuestros hermanos que cumpriam na perfeição os meus requisitos e além disso tinham um preço bastante razoável.
Até aqui, pese o patriotismo que fora para o galheto no momento da compra, nada de especial.
Ao chegar a casa, depois da compra, reparo no selo colocado na sola dos ditos, onde leio: "Defendemos el trabajo en Espana". Inevitavelmente esboço um sorriso e abano a cabeça como quem diz "sim senhor...!".
Conto-vos esta história do meu quotidiano para dizer que, em alguns aspetos, penso termos muito a aprender com os nossos vizinhos do lado. No que respeita à defesa e exportação não só de produtos mas também e principalmente ao nível da cultura e língua, o povo espanhol é um caso exemplar do não conformismo depois da entrada na UE.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Para os desatentos
Etiquetas:
Bomba Inteligente,
FOX,
Homeland,
Miguel Fernandes
RE-FUN-DAR
refundar
(re- + fundar)
(re- + fundar)
v. tr.
1.
Tornar mais fundo.
=
AFUNDAR, APROFUNDAR, PROFUNDAR
2.
Tornar a criar, a estabelecer algo; fundar novamente.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
.jpg)








