quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Os favoritos de 2012 (Part II)

Na minha condição - de mãe - é complicado ter gostos pessoais. Até a mais curta das viagens de carro tem sempre por Banda Sonora uma qualquer música infantil.Pelos favoritos, isto é, pelos mais ouvido de 2012 são os artistas coloridos quem mais ordena! A mãe, essa, que por acaso sou eu, pouco mais tempo teve do que para ouvir a música do conterrâneo ou conhecer a OST da nova série televisiva.

Os favoritos de 2012


 


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Ai se isto pega!

Por ,os enjoos dão direito a baixa médica de 30 dias. Decididamente, vou emigrar!

O Estatuto do aluno

Lembro-me, quando andava na escola, que faltar era coisa impensável.
Ai da minha mãe que eu fizesse gazeta de livre e espontânea vontade. Ai dela, e ai de mim! Nesse tempo havia aquela coisa chamada "respeito" e responsabilidade (bom, não falo dos tempos da Faculdade, esses foram feitos para outras coisas). Falo dos tempos de escola que esta notícia refere. Esses tempos são idos. Agora parece que, se o aluno falta e é penalizado por isso - pelo professor e mais a fundo, pela escola e pelo novo estatuto - quem "leva" dos pais é o Professor. Modernices!

sábado, 1 de dezembro de 2012

Coligação

É impressão minha ou sempre que Pedro Passos Coelho dá uma entrevista Paulo Portas fica numa posição pouco confortável?

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Comunidades Intermunicipais


1.       Mais Estado?: Assinado o compromisso de reforma da administração local e pressionado pelo calendário da Troika, o inestimável ministro Miguel Relvas e os seus bem pagos assessores, imbuídos num espírito reformista, sentaram-se num gabinete e, de régua e esquadro na mão, toca a dividir o país. Apelidaram este projecto de: Novo Regime Jurídico das Autarquias Locais. Um nome juridicamente pomposo para a vetusta ideia da transferência de competências do poder central para o poder local. Para atingir tal desiderato, propõem a criação de um corpo intermédio: as entidades intermunicipais. A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), liderada pelo estimável Fernando Ruas, rejeitou por unanimidade esta proposta, contra-argumentando com a previsível perda de competências autárquicas e com a redução da capacidade de gestão de dinheiros públicos por parte dos seus associados, em benefício destas novas entidades. Num sinal de lucidez democrática, o representativo Fernando Ruas e a ANMP defendem que a liderança destas comissões deve ser legitimada através de sufrágio universal e directo. Neste último ponto, eu apenas acrescentaria a exigência da limitação de mandatos: dois, a exemplo do Presidente da Nação. Mas o que são estas comunidades intermunicipais? Velhos Governos Civis com nova nomenclatura e novos poderes? Segundo o semanário Expresso, estas comissões representam pelo menos uma centena de lugares a serem estreados e liderados por um primeiro secretário com um ordenado na ordem dos 4000 euros. A figura do primeiro secretário, ao invés do ex-governador civil, não será meramente decorativa, vai receber os poderes tributários municipais e ter capacidade de distribuição dos dinheiros públicos nacionais e europeus. Estas comissões em relação aos extintos governos civis ganham um novo poder, o aliciante poder do dinheiro. Neste contexto, além das autarquias também as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional serão esvaziadas de competências e relevância local. Numa época de aperto financeiro, este lugar de primeiro secretário será apetecível, logo disputado a nível político. À primeira vista estes lugares parecem talhados, pelo alfaiate Miguel Relvas, à medida dos dinossauros autárquicos, homens de costas largas entretanto impedidos de se recandidatarem aos lugares em que se eternizaram. Estas comissões serão uma segunda vida que o apparatchik, Miguel Relvas, dá a quem, sobrevivendo do aparelho, não quer uma reforma banalmente chata ou ao fim de tantos anos ainda alimenta alguma réstia de ambição política. Por saber está o tamanho destes órgãos e quanto nos vão custar, pois quem paga a factura já sabemos.