domingo, 11 de novembro de 2012

If ignorance is bliss...

Domingo de manhã, os suburbios preparam-se para aproveitar o ultimo dia de melancolia temperado pela fina chuva matinal que arrefece o espirito. O país, esse, prepara-se para a visita do Lucifer do Norte, qual membro dos germanos esguedelhado de olhos vermelhos-sangue na sua carruagem de cavalos negros. Mantenho-me neutro perante a mistura de sentimentos e dou uma olhadela nos jornais: Merkel aposta na indústria nacional, Activistas querem panos negros contra Merkel, Alemães em Portugal estranham onda de indignação, Nos calabouços da PJ, Chef Michel que fazer refeições... Ah... Ainda se faz pouco da nossa justiça, não é? Bom... ao menos um pouco de coerência neste Portugal sempre nosso, sempre igual... É aí que paro e penso: If ignorance is bliss, so let us be happy...

sábado, 10 de novembro de 2012

So me apetece...


Recomendo

Aproveite o fim-de-semana que deve ser longo - a contar pelo meu que começou com choro às 5h43 am - e vá ver este filme. Muito bom. Desconcertante. E um excelente actor.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Obama

É bom de ver a esquerda e imprensa do velho continente a apoiar um "neo-liberal".

Obama

"Obama Venceu! São boas notícias para a Europa e para Portugal. Há pelo menos um português que mantêm o nível de vida... Boa sorte, Bo."

Fernando Figueiredo.

And the winner is...

(creio, para mim, que evitámos um conflito mundial)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Sapatos...

Gosto de comprar o que é nosso. Tendo oportunidade de escolha, opto por produtos nacionais mesmo que isso me pese mais na carteira. Faço-o, não apenas por uma questão de mero patriotismo mas por realmente acreditar que temos produtos de excelente qualidade nos mais variados ramos de atividade.

No que diz respeito aos têxteis e ao calçado a coisa complica-se. Seja porque a oferta é escassa, seja porque dentro da diminuta oferta os preços não são os mais acessíveis, a verdade é que tenho dificuldade em levar avante as minhas convicções nestes setores. E é aqui que entra a história dos sapatos....

Na impossibilidade de comprar uns bons sapatos portugueses (estes são para calçar os santos pés de Sua Santidade, o Papa, e não os meus!), comprei uns de nuestros hermanos que cumpriam na perfeição os meus requisitos e além disso tinham um preço bastante razoável.

Até aqui, pese o patriotismo que fora para o galheto no momento da compra, nada de especial.

Ao chegar a casa, depois da compra, reparo no selo colocado na sola dos ditos, onde leio: "Defendemos el trabajo en Espana". Inevitavelmente esboço um sorriso e abano a cabeça como quem diz "sim senhor...!".
Conto-vos esta história do meu quotidiano para dizer que, em alguns aspetos, penso termos muito a aprender com os nossos vizinhos do lado. No que respeita à defesa e exportação não só de produtos mas também e principalmente ao nível da cultura e língua, o povo espanhol é um caso exemplar do não conformismo depois da entrada na UE.