sábado, 29 de setembro de 2012

Sou péssima em número...

... mas não devo ser a única...

Uns falam em mais de 300 mil!
Outros em 23 hectares!
Há quem diga 120 mil!
100 mil...
Vá, perto de 100 mil!
Bom...89mil...
...bem, pelo menos 30 mil estavam, porque houve "alguém" (o organizador da coisa) que pagou 600 autocarros (com dinheiro dos contribuintes, óbvio) para trazer gente de todo o país. Valha-nos isso.

Eu até vi fotografias, mas desde que existe photoshop, que não acredito muito em fotografias - e depois de ter visto as câmaras de televisão a sobrevoar o momento, muito menos (e até acho que alguns dos "números" estavam nas esplanadas e às compras na baixa).

O sucesso! Diz ele...

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Uniformes? Sim ou Não.


Com o inicio do ano lectivo algumas questões colocam-se. O uso ou não do uniforme escolar, nas escolas não privadas, é eterna. No Novo Estatuto do Aluno, nos deveres dos ditos, a indumentária vem mencionada. Na minha escola - que dirijo - em tempos falou-se nisso, mas trinta mil argumentos contra foram dados, principalmente da parte dos professores (??!!) - na altura eu ainda nao estava lá. Hoje falou-se na escola da minha filha e, mais do que falado, decidiu-se (também ela uma IPSS). Eu concordo. Serei só eu?

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Jean “Macedo” LaFontaine



Domingo marcado pela fantástica adaptação de contos à realidade social e política portuguesa. Mas que criativa esta nova forma de argumentação, recorrendo à força persuasiva das fábulas para crianças! Enfim, eu cá senti-me profundamente inspirado por estes recursos estéticos no envio de recados à população que não deixei a oportunidade para também fazer uma adaptação de LaFontaine.



Um membro do governo a sede matava nas águas limpas de um regato. Eis que se avista o povo que por lá passava em forçado jejum, aventureiro inato. E lhe diz irritado:
- Que ousadia a tua, de turvar, em pleno dia, a água que bebo! Hei-de castigar-te!
- Povo, permiti-me um aparte —diz o carreirista assustado — Vede: Estou matando a sede com água a jusante, bem uns vinte passos adiante de onde vos encontrais. Assim, por conseguinte, para mim seria impossível cometer tão grosseira ousadia..
- Mas turvas. E, ainda mais horrível, foi que falaste mal de mim no ano passado.
- Mas como poderia — pergunta assustado o humilde servidor do Estado — se eu nem estava a exercer funções nessa altura?
- Ah, não? Então deve ter sido certamente um teu “irmão”.
- Peço-vos perdão mais uma vez. Mas deve ser engano, pois eu não tenho mano.
- Então, algum parente. Teus tios, teus pais... Teus padrinhos na política. Cordeiros, cães, pastores, vós não me poupais; Por isso, hei-de vingar-me.
E o leva até o recesso da mata, onde o esquarteja e come sem pensar duas vezes.