sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Trento na pastelaria

Entre um atendimento péssimo, uma torrada queimada e meia de leite fria penso em protestar, escrever 95 teses, pedir o livro de reclamações, fazer uma reforma, uma contra-reforma e chamar o santo ofício vulgo Asae. Depois, não me chamem de Lutero das Beiras.

Hoje acordei


Com um bigode assim

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

E porque o debate e a independência ainda são importantes...

No dia 5 de Outubro deste ano vai realizar-se o Congresso Democrático das Alternativas. Trata-se de uma iniciativa de cidadãos e cidadãs que se propõem debater as consequências económicas, sociais, políticas e culturais da adopção do Memorando de Entendimento e das políticas de austeridade. Pretende-se reunir todos os que sentem a necessidade e têm a vontade de construir em conjunto uma alternativa à política de empobrecimento consagrada no Memorando e de convergir na acção política para o verdadeiro resgate democrático de Portugal.
Eu subscrevi a Convocatória do Congresso. Se concordares com o texto, não deixes de o subscrever (podes fazê-lo em subscrever.congressoalternativas.org) e de participar neste evento de mobilização democrática, que visa resistir à iniquidade e lançar bases para um futuro justo e inclusivo que devolva às pessoas e ao País a dignidade que merecem.
Para mais informações sobre o Congresso e as diferentes formas possíveis de participação, consulta http://www.congressoalternativas.org.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Modo off

Diz que há alguém aqui do Blog que vai, finalmente, de férias este ano!

Quando regressar contem-me: da concessão da RTP; se o Pingo Doce é uma empresa com fins lucrativos que, como nós, não quer pagar taxas ou se virou IPSS; o que se passou na cabeça deste americano; se os ocupantes são alentejanos ...

Eu prometo informar-me sobre: as novidades das celebridades em pleno Allgarve, porque é que, afinal, a senhora se suicidou, se os bifes estão incomodados com a nudez de sua alteza, se estas cabras gostam de água mais quente....

Vejo-vos em Setembro e, para os que ficam, Bom Fim-De-Semana!

As nossas leis da simplicidade


Muito rapidamente gostava de mostrar o meu descontentamento com o discurso político pobre e simplista que os nossos governantes nos têm “injectado” diariamente em tempos de cada vez maior dificuldade e incerteza. O lote imenso de frases vagas e sem nexo sobre vários assuntos, como por exemplo a economia (boas notícias sobre a recuperação mas sem qualquer substanciação) e ainda de declarações inócuas sobre o futuro, tão vagas que se pode perguntar o quê é que estas pessoas têm estado a fazer durante os últimos anos, deixa-me com uma sensação de incerteza pelo nosso futuro e de irritação pelo insulto à nossa inteligência.

É bem verdade que as razões para isto são muitas mas o que mais me incomoda é que esta simplificação não é mais do que uma forma deficiente de pensar e que provem da intolerância e mais ainda do desconhecimento em relação à verdade daquilo que nos rodeia e até mesmo da pressa em entender e reagir àquilo que lhes é apresentado como uma ameaça aos seus interesses ou mesmo como algo de extrema complexidade e que pura e simplesmente não têm capacidade para controlar. 

Logo, acredito que o discurso político de quem nos governa acaba por estar inteiramente espelhado na falta de criatividade política, até porque não existe uma vontade e capacidade inovadora nas ideias, assim como uma necessidade de resolução ou ruptura dos governantes em relação às dificuldades que temos vindo a sentir dia após dia… Mesmo que vivêssemos sem contrariedades, nenhum governante será para sempre eternizado apenas por fazer cumprir as suas obrigações constitucionais, tem de ir mais além! E o primeiro passo pode passar precisamente pela alteração de um discurso banal e retardador dos problemas para algo mais pró-activo, honesto e que privilegie um pensamento elaborado.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Ao espelho

Esta tarde, num conhecido espaço comercial, alguém pergunta: - "Afinal quem é o Miguel Fernandes?" Após uma ligeira pausa, para reflexão, respondi: - "Uma alma pura, que luta contra as injustiças sociais, por encontrar uma livraria decente e um quiosque com títulos de referência". Por norma sou mau em auto-hetero-avaliações, mas desta até acho que correu bem.