A literatura continua a ser a melhor companhia para dormidores ligeiros. Directamente da Sardenha, em papel, sempre em papel, chega-me Salvatore Satta que no seu estilo satírico e fluido retrata a vida na pequena cidade de Nuoro, no pré-guerra, partilhas de terras, a ambição mal disfarçada, pequenos ditadores, defeitos comuns e virtudes pessoais. Aproveite as férias para reler Satta.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Em papel
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Miguel Fernandes
domingo, 5 de agosto de 2012
Portugal doente
A propósito desta notícia, que me deu alguns (muitos!) momentos de nojo e raiva, embora seja tão curta, devo dizer que, enquanto mãe e com casa própria no Jardim Constantino, se tivesse visto esta situação, tão pouco deixava aquela mãe 30 minutos aos gritos sozinha como, tão pouco, deixava aquele asco apenas com uns hematomas. Nem consigo imaginar o sofrimento daquela criança, e, todos os dias, daquela mãe por ter sido incapaz de proteger o seu filho nem ter tido força suficiente para conseguir chamar ajuda durante aqueles eternos 30 minutos.
A incompetência democrática e a mancha de azeite
"O culto da incompetência é como uma nódoa de azeite; propaga-se por contágio, sendo bastante natural que, sendo endémico, seja também epidémico, e que, encontrando-se no centro e núcleo do Estado, isto é, na constituição deste, se transmita e se alastre nos hábitos e costumes do país." in "O Culto da Incompetência" - Émile Faguet, Padrões Culturais
Esta constatação data de finais do século XIX e esse simples facto leva-me a pensar o quanto estarei impregnado desta incompetência desde o dia em que nasci... Ou melhor, quantas manchas de azeite já terei eu na minha camisa?! Inquieta-me ter a roupa suja e creio que molhar a nódoa e aplicar duas a três gotas de detergente não será suficiente para me "limpar" deste sistema em que, quer queiramos quer não, continua a ser um reflexo de quem os elegeu e legitimou durante anos a fio à nossa imagem e semelhança...
Esta constatação data de finais do século XIX e esse simples facto leva-me a pensar o quanto estarei impregnado desta incompetência desde o dia em que nasci... Ou melhor, quantas manchas de azeite já terei eu na minha camisa?! Inquieta-me ter a roupa suja e creio que molhar a nódoa e aplicar duas a três gotas de detergente não será suficiente para me "limpar" deste sistema em que, quer queiramos quer não, continua a ser um reflexo de quem os elegeu e legitimou durante anos a fio à nossa imagem e semelhança...
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Nos idos de agosto...
Há uns (poucos)
anos atrás havia um lado positivo de se trabalhar em Lisboa durante o mês de
agosto: Lisboa estava deserta.
Era este o mês em que se podia fazer umas
compritas sem apanhar filas de maior, apanhar um transporte público e ter
vários lugares sentados à escolha, passear pelas ruas sem atropelos e
encontrões... Pois bem, esse tempo acabou!
Nos transportes não se nota grande
diferença; é ver filas na 25 de Abril do pessoal que trocou a quinzena no
Algarve por umas idas à Caparica; na Praia da Califórnia em Sesimbra não se
consegue estender um pé sem tocar na cabeça do próximo! Reflexos da crise,
vaticino eu.
Mas nem tudo é mau. O pequeno comércio agradece e a cultura, ao
que parece, também.. Liguei hoje para o Cinema São Jorge para fazer a reserva de
uns bilhetes para a peça de teatro que lá está atualmente e qual não foi o meu
espanto quando soube que a lotação estava esgotada...
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
O segredo dos Post it
Reza a História (e a wikipédia) que o post-it foi originalmente criado no ano de 1977 pelo norte-americano Art Fry. Fry cantava no coral da igreja e sempre que abria o livro de hinos, deixava cair o marcador. Cansado disso, Fry decidiu aplicar o adesivo de fácil remoção que seu colega Spencer Silver tinha criado em 1968 na parte de trás do marcador.
Ora, em tempos idos de estudante e, principalmente, nos tempos que se avizinham de estudante, sempre estive rodeada de gente que colava post-its nos seus livros e apontamentos. Ora, ontem dei por mim a constatar que continuo sem perceber para que é que aquilo serve pois, nos livros que tenho umas etiquetas coladas elas apenas marcam a mudança de capítulo. Bom, para isso, existe um índice...
Terei de tirar uma licenciatura em como usar post-its? Ou aquilo não tem realmente uso nenhum é só para dar um ar fingido que realmente andamos a estudar?
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Eurico de Melo
Causa e efeito?
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