quinta-feira, 10 de maio de 2012

Carreirimos


Na Grã-Bretanha canta-se Yeats. Por cá cantamos a poesia de Tony Carreira. Eles tiveram um T.  Blair e nós um Engº Sócrates. Talvez isto justifique tudo. Muito provavelmente não justifica nada.


“The girl goes dancing there

On the leaf-sown, new-mown, smooth
Grass plot of the garden;
Escaped from bitter youth,
Escaped out of her crowd,
Or out of her black cloud.
Ah, dancer, ah, sweet dancer!

If strange men come from the house
To lead her away, do not say
That she is happy being crazy;
Lead them gently astray;
Let her finish her dance,
Let her finish her dance.
Ah, dancer, ah, sweet dancer!”
W. B. Yeats

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Beastie




Não sou apreciador de hip-hop. Como poderia, um beirão criado a doses regulares de Aquilino Ribeiro, no Portugal profundo, apreciar a banda sonora do gueto norte-americano? Nos anos que levo de vida apenas uma banda me captou a atenção e o ouvido. Talvez por não representarem o esteriótipo tradicional das bandas do género. Escrevo sobre os Beastie Boys, grupo que tem tudo para não pertencer a este movimento. Notem, os membros são judeus, brancos, de classe média-alta nova-iorquina, estreiam-se na música, nos anos 80, no seio da comunidade punk. As suas letras refletem uma forte consciência política, os problemas da classe média, estão pejadas de bom humor, abundam as referências à cultura pop. Em termos musicais apresentam um estilo inovador, próprio e inimitável que faz a fusão entre rap, rock, punk e lounge music. Os vídeos são povoados por humoradas referências cinematográficas. No último 6 de Maio, desapareceu um terço desta banda. Adam Yauch faleceu, aos 47 anos, vitima do maior assassino em série da actualidade (cancro). Fica a "Carta Aberta" que deixaram a N.Y depois do fatídico 9/11.

sábado, 5 de maio de 2012

A díade sobrevive


Entre um par de noites mal dormidas, acabei por ler "Direita e Esquerda - Razões e significados de uma distinção política". Nesta obra, o autor, sem necessidade de recorrer a fogo de artifício faz uma "actualização" dos conceitos de esquerda e direita. Nas primeiras páginas somos confrontados com várias questões, tais como: Será a distinção Direita e Esquerda ainda válida? Serão apenas caixas vazias de sentido? Existirá um critério distintivo? Toda a nossa existência política fica em sentido! No entanto, com a erudição habitual de um filósofo político, N. Bobbio (1909-2004) responde a tudo, neste pequeno livro (100 pág.). O leitor indaga se fiquei com as dúvidas desfeitas? Fiquei. Estamos perante uma obra de referência que não se limita a repetir as ladainhas do costume. Questiona se a dicotomia ainda é válida? Volte atrás. A resposta está no titulo do post. Se o sono voltou? Sim. Após horas de sacrifício, rendido assinei o armistício. 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Happy Hour

Parece que a iniciativa já tem dois anos e eu apenas tive conhecimento dela ontem. Chama-se Hora H, na Feira do Livro, em que podemos comprar todos os livros cuja primeira edição seja até ao primeiro semestre de 2010 com descontos de 50% a 70% (Vão já a correr terminar a vossa colecção de Saramago. Cada livro custa uns simbólicos 7 euros)

Ontem, enquanto caía uma valente carga de água, lá fui eu. Bastou-me estacionar para a chuva parar. O que vi apesar dos saldos? Nada, comparado com os mesmos 50% do Pingo Doce. As bancadas estavam sim vazias e arrumadas para mim. Os vendedores disponíveis, circulava-se perfeitamente em cada cantinho das estantes.

E pronto, consumi 122€ mas paguei apenas 57€ por eles. Mas tinha muito e muito mais para trazer. Aconselho a feira do livro e cada vez mais. Espero que seja uma iniciativa para durar muitos anos!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Teoria Política


Fnac, secção de política...Chomsky...Chomsky...Chomsky e mais Chomsky. Em casa, ouço Oakshott a rir. Presumo que ser "pop star" não será o objectivo final de quem escreve teoria política.