sábado, 31 de março de 2012

Sábado de Anarquia


Fim-de-semana com tempo de sobra, aconselho moderação na festa e a leitura de "Pura Anarquia". Humor sob a forma de papel, estampado em 18 deliciosos contos e condensados em 150 páginas. Da autoria de Woody Allen a obra faz uma crítica astuta a toda a tribo humana. Allen avança com uma reflexão humorada e muito própria sobre a delirante cultura ocidental. A civilização é nos apresentada na sua contemporânea e por vezes fútil perseguição da felicidade, as neuroses. as terapias pós-modernas e alternativas não são ignoradas. Os textos são pequenos reflexos da vida quotidiana, sempre sarcásticos, surreais q.b, brilhantes, impregnados de humor seco e inteligente, por vezes absurdos mas sempre povoados de referências culturais. Estamos perante uma obra curta e de fácil digestão. Um dos melhores contos é "Querida Ama", a história de um casal que planeia matar a ama de serviço. Se chegar ao fim e o sarcasmo nova-iorquino de Allen não lhe tiver oferecido um sorriso de alegria, é sinal que faz da política profissão. Nesse caso, o seu bom humor só voltará após longas e dolorosas sessões de psicoterapia. Bom fim-de-semana e boa leitura. 

quarta-feira, 28 de março de 2012

O filme da semana

Porque o fim-de-semana já esteve mais longe (ou porque à 4ªfeira os bilhetes são mais baratos em algumas salas de cinema), recomendo este filme. Baseado num conto mas pode bem ter sido real e com uma representação muito boa de Glenn Close. Será que posso contar que o final é muito triste?

Fernando Pessoa Plural como o Universo



Visitem e aproveitem o melhor jardim de Lisboa.

terça-feira, 27 de março de 2012

domingo, 25 de março de 2012

Cool Britannia




Os anos 90 foram um período de orgulho para a cultura da velha Albion. Com o sucesso do New Labour e da Britpop surge uma nova Grã-Bretanha, uma Cool Britannia. Em Portugal, nunca estivemos perto disso, antes pelo contrário, nunca tivemos New Labour (apesar da 3ª via) e não passámos do Tony Carreira.  

Acordo ortográfico para quê?



Do outro lado do Atlântico entenderam a Mensagem. Lá a Chuva, embora tropical, também é Oblíqua. Acordo Ortográfico para quê?

sexta-feira, 23 de março de 2012

Greve


Historicamente, a Greve Geral serve para exigir ao estado a adopção de políticas económicas e sociais favoráveis. Tendo em conta o contexto económico e político actual, atingir tais objectivos será no mínimo difícil. Para a CGTP a greve tanto serve como demonstração de força pois não assinou o acordo de concertação social, como também é usada como instrumento táctico e político. Desta vez não foram adiantados números. Em Lisboa, certamente, não eram os 300.000 anunciados na última greve, que também já então não o eram. A banalização da Greve Geral tem um efeito contraproducente, desde logo esvazia a sua realização de conteúdo e desmobiliza massas por desmotivação. Caro Arménio Carlos, marcar greves ao ritmo a que um especulador marca almoços com a banca não é o caminho.