sexta-feira, 16 de março de 2012

Medo vence a liberdade de expressão.



New York Times publica anuncio anticatólico, mas se nega a publicar anúncio anti-islâmico

"Na BBC, nós já vimos aqui, é permitido insultar cristãos e fazer pilhéria de Jesus Cristo, mas é proibido tornar pública qualquer referência crítica ao profeta Maomé. Chegou a vez de o New York Times evidenciar a sua dupla moral. O cristianismo é hoje a religião mais perseguida do mundo — INCLUSIVE NOS PAÍSES CRISTÃOS, O QUE É ESPANTOSO! Qual é o ponto? No dia 9 de março, o New York Times publicou este anúncio, segundo informa aFoxNews.com.
 anuncio-anticatolico1
Ele convida os católicos a abandonar a Igreja. Indaga por que enviam seus filhos para a doutrinação e classifica de equivocada a lealdade a uma fé marcada por “duas décadas de escândalos sexuais envolvendo padres, cumplicidade da Igreja, conluio e acobertamento, da base ao topo da hierarquia”.
Muito bem! Tudo em nome da liberdade de expressão e da liberdade religiosa, certo? Ocorre que a blogueira Pamela Geller, que comanda a página “Stop Islamization of America”, tentou pagar os mesmos US$ 39 mil dólares para publicar no mesmo New York Times um anúncio convidando os muçulmanos a abandonar a sua religião. E O NEW YOR TIMES SE NEGOU! Assim:
 anuncio-anti-islam
Pamela afirma que seu anúncio era baseado naquele anticatólico. Dirigindo-se aos muçulmanos, indagava: “Por que pertencer a uma instituição que desumaniza mulheres e os não muçulmanos (…)? E convidava: “Junte-se àqueles que, como nós, colocam a humanidade acima dos ensinamentos vingativos, odiosos e violentos do profeta do Islã”.
Ao comentar a recusa, Pamela afirmou: “Isso mostra a hipocrisia do New York Times, a excelência do seu jornalismo e sua disposição de se ajoelhar diante da pregação islâmica”.
Eileen Murphy, porta-voz do New York Times, repete a resposta que teria sido enviada a Pamela quando houve a recusa: “Nós não nos negamos a publicar. Decidimos adiar a publicação em razão dos recentes acontecimentos no Afeganistão, como a queima do Corão e o assassinato de civis por um membro das Forças Armadas dos EUA. Acreditemos que a publicação desse anúncio agora poderia pôr em risco os soldados e civis dos EUA, e nós gostaríamos de evitar isso”.
EncerroHuuummm… A resposta é a mesma dada por aquele rapaz da BBC. A síntese é a seguinte: “Como os cristãos não são violentos, então a gente pode insultá-los à vontade. Não mexemos com os muçulmanos porque, vejam bem!, eles podem reagir. E a nossa valentia não chega a tanto.” Em “Máximas de Um País Mínimo”, escrevi que pregar a morte de Deus no Ocidente é coisa de covardes; corajosos pregariam a morte de Alá em Teerã. Fase e frase superadas. Os covardes não têm coragem de criticar o Islã nem no Ocidente!
Noto que a resposta oficial do New York Times já é um mimo da autoflagelação. A queima dos livros do Corão, é evidente, foi acidental. Os EUA inteiros não podem ser culpados pelo gesto tresloucado de um soldado, que será punido — à diferença dos terroristas, que ficam sempre impunes. “Ah, mas eles entendem de outro modo!” Entendi… Se eles entendem de outro modo…
Esses valentes, pelo visto, querem convencer os cristãos de que a sua opção pela não-violência foi um erro. Agissem como os radicais muçulmanos, seriam preservados do achincalhe dos cavardes. Que os cristãos sigam defendendo a paz e a superioridade moral do seu postulado."

Por: Reinaldo Azevedo, in: http://veja.abril.com.br/

quarta-feira, 14 de março de 2012

Salazar

A autarquia de Santa Comba Dão vai lançar a marca registada "Salazar". O primeiro produto a comercializar será um vinho de nome "Memórias de Salazar". Não sendo apreciador de vinhos ou de Salazar, creio que o paladar deve apresentar um toque de bonapartismo iluminado, a leveza do cesarismo imperial ficando na boca um ligeiro aroma a fascismo subtíl. O rótulo contará com um design vintage e inspirado em frescos do integralismo lusitano bem como do maurrasianismo. Já a rolha apresentará cheiro a clericalismo bafiento. Aconselho os apreciadores a consumir o néctar fresco, de modo poupado e apenas em dias de arreigada disposição democrática. 

terça-feira, 13 de março de 2012

12 de Março 2011

Fez ontem 1 ano que Portugal indignado saiu à rua... o Bloco de Esquerda para não perder o comboio foi atrás.... será que os objectivos foram cumpridos? Louçã apanhou o comboio dos sem ideologia?

segunda-feira, 12 de março de 2012

Secretários de Estado!


De acordo com o Expresso desta semana, após a transferência do QREN das mãos do ministro da economia Álvaro (simplesmente Álvaro) para o pausado ministro das finanças Vítor Gaspar, os secretários de Estado, às portas de se amotinarem, "sequestraram" o pastéis-de-nata-friendly Álvaro! Mais uma atitude madura dos nossos governantes. Como se sabe o exemplo vem de cima. Almeida Henriques (o tipo que sorri na fotografia), de acordo com o mesmo semanário, perdeu a cabeça ao saber que a coordenação das verbas do QREN (também conhecido como pote de mel europeu) lhe ia fugir. Distribuir subsídios, num país subsídiodependente, deve ser trabalho duro! Passos Coelho, o primeiro-ministro "himself", acabou por pedir tento na língua, exigindo que seja fornecido de modo gratuito um vigoroso raspanete aos indisciplinados secretários de Estado. Será Almeida Henriques (o tipo que continua a sorrir na fotografia) um secretário de Estado sem cabeça? O primeiro a perder a cabeça? Ou o próximo a perder a cabeça? Sustenham as vossas apostas, neste país tudo é possível...

Ciber-agricultura

Apesar de longe, mantenho-me ligada à terra e ao que se passa na minha terra. Quem não sabe o que é o famoso jogo do Farmville (digo "sabe" não "jogou" pois, no que me toca, nunca tive sequer um porco nessa quinta)? Em Beja, o IPB tornou essa virtualidade real (seguir a notícia aqui Beja Farmville). O projecto MyFarm.com permite ter uma horta real mas gerida pela internet. Paga-se uma cota (uma renda) e escolhe-se os produtos que queremos na nossa horta. Depois, é mandar colher, entregar e consumir. Genial, não?

Da "Aurea Mediania" argumentativa



Creio que, na sua generalidade, os políticos são cultores de  Horácio. Nos seus discursos, no seu pensamento cultivam uma frustrante "Aurea Mediania". O que, não sendo totalmente negativo, não é necessariamente positivo. Não existe paixão, vontade, transgressão, não se avança, não se arrisca. Pessoalmente prefiro Beckett. Dos governantes espero que tentem, que falhem, que tentem de novo e que falhem melhor. Se não gostam de arriscar pelo menos ouçam Kate Nash, simplicidade, ironia, frustação, amor disfuncional, dor de corno, bom humor, bom senso. Os vossos discursos serão melhores, bastante melhores. O século XXI não é particularmente benevolente para com epicuristas! 

sexta-feira, 9 de março de 2012