quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Jovens solidários? Sim ou não?



Estudo sociológico interessantíssimo a olhar com mais atenção no Público (http://www.publico.pt/Sociedade/os-jovens-sao-por-condicao-solidarios-em-portugal-pelos-vistos-ja-nao-e-assim-1532349). Aqui fica um pequeno excerto: 

"É mais uma das ideias antes dadas como certas que agora não sobrevive à crise. Os jovens são por condição solidários? Em Portugal pelos vistos já não é assim. Um estudo do Instituto de Ciências Sociais (ICS) sobre as atitudes dos portugueses perante a desigualdade e os chamados direitos sociais, desenvolvido com base num inquérito realizado em 2011, a que o PÚBLICO teve acesso, dá conta que os jovens são o grupo que menos empatia mostra para com as dificuldades sentidas pelos mais pobres neste cenário de crise.

No inquérito, realizado no âmbito do barómetro sobre a qualidade da democracia, pede-se aos entrevistados que identifiquem os grupos sociais que estarão a atravessar maiores dificuldades nesta crise. Para o efeito são propostas três afirmações sobre as pessoas mais ricas, as da classe média e as mais pobres e é pedido que as classifiquem numa escala de 1 (muito de acordo) a 5 (muito em desacordo).

Confrontados com a afirmação de que "as pessoas mais pobres estão a viver tempos muito difíceis, porque não têm acesso às recompensas dos ricos e são pouco apoiadas socialmente", 82% dos entrevistados mostraram a sua concordância. Mas, segundo os autores do estudo, os sociólogos Filipe Carreira da Silva e Mónica Vieira, os resultados mostram também que, numa amostra de 1027 inquiridos, seleccionada para ser representativa da população nacional, são os mais jovens que manifestam o maior desacordo em relação àquela afirmação.

Entre empregos precários e o desemprego crescente, "os jovens têm pela frente uma vida de enormes incertezas. Estão muito preocupados com eles próprios e daí a menor solidariedade com os pobres", justifica Filipe Carreira da Silva. Por outro lado, terão receio de que os apoios hoje garantidos aos mais pobres contribuam para o fim, a prazo, da existência das prestações sociais, os que os penalizará ainda mais."




segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Português Suave



"A minha pátria é a língua portuguesa" - Fernando Pessoa  

Em todo o mundo, aproximadamente 280 milhões de pessoas têm como língua oficial o Português. Esta é a nossa maior riqueza enquanto nação. Mas a realidade é que estamos a explorar mal este recurso. Portugal tem, definitivamente, de desempenhar o papel de actor principal no mundo lusófono. Neste momento de indefinição, é imperativo assumir de vez e sem complexos a CPLP como uma alternativa válida e complementar ao projecto da U.E. Uma aproximação séria, com o devido  aprofundamento de acordos e estreitamento de  laços, com os nossos "irmãos de língua" proporcionaria: um aumento de mercado para os produtos nacionais; reforçaria o nosso peso político internacional, bem como a nossa importância geopolítica e  geoestratégica dentro da U.E; tornar-nos-ia  menos dependentes das vontades franco-germânicas; dinamizaria a nossa posição como entreposto comercial e cultural entre a U.E e CPLP; reforçaria o valor da língua e cultura lusófona a nível mundial. O actual governo, se olhar para além da crise e da troika, deverá apostar no desenvolvimento da CPLP, tudo isto, sem se comprometer com regimes ditatoriais ou democracias diminuídas. A CPLP com o desenvolvimento do Brasil, a democratização de Angola, integração de Portugal na U.E, a posição de Timor-Leste no Sudoeste Asiático, a localização de Moçambique na costa oriental de África, Cabo-Verde São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau no coração do Atlântico, tem um novo mundo de oportunidades, à espera de serem aproveitadas neste século. 

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Roteiros Republicanos

                                                   

Estamos no verão de 2011, entro numa livraria da capital, e reencontro-me com Viseu (a minha terra natal). Não, não pense que ensandeci de vez, ou, em alternativa, consumi alguma substância ilegal. Tenha calma, que eu sou um tipo respeitador das leis da república. Refiro-me ao livro "Viseu Roteiros Republicanos", da autoria de António Rafael Amaro e  Jorge de Meneses Marques, editado pela Quidnnovi em 2010, no âmbito das comemorações do centenário da república. 
Porque vale a pena ter este livro em conta? Poderia enunciar inúmeros motivos, mas vamos ao essencial: em primeiro lugar, não abundam no mercado obras, honestas e de qualidade, sobre Viseu; em segundo lugar, somos brindados com várias ilustrações desde mapas da cidade (do tempo em que existia um quartel de artilharia bem no coração da cidade), abundantes fotografias de época, capas e recortes de jornais (que já só existem na cabeça da geração dos nossos avós) que, só por si, valem o preço do livro; por último, é um trabalho bastante completo e de fácil leitura, não se torna aborrecido até para as almas mais inquietas, não sendo muito dispendioso, numa altura de carteiras vazias.
E o que podemos esperar ao folhear a obra? Ao leitor, é apresentado um corte transversal da sociedade da época. Os autores, começam por uma caracterização económica e social, onde são apresentadas dinâmicas populacionais (1864 - 1940) e de emigração (1890 - 1939). Depois, levam-nos numa viagem pela criação da Região Demarcada Dos Vinhos Dão, apresentam biografias de figuras da elite local e o seu pensamento político (algumas dessas cabeças fazem falta), relatam o florescimento de jornais locais, analisam eleições e movimentos políticos, não sendo esquecida a restauração da monarquia em Viseu, no ano de 1919. Mais para o fim, está reservado um reconhecimento dos espaços públicos e toponímia republicana. Se é adepto dos rigores da forma física, a boa notícia é que, a obra, também retrata o desporto e os seus espaços. Para os saudosistas, do comboio, são apresentados projectos, alguns concretizados outros que não chegaram a ver a luz do dia, relativos à ferrovia local. Estamos perante um  relato sobre grandes homens, que viveram, uma época, feita à medida, de grandes políticos. 
A minha, última nota vai para o facto de as notícias poderem chegar mais rápido, se vierem de comboio.

PS1: Texto adaptado do original 
PS2: Existem Roteiros Republicanos relativos a todos os Distritos, procure o seu, não se vai arrepender.

Serviço público.. poupe na TDT



Não acusem o Avenida de Berna 26 de  não ser poupado!!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Romney avança para xeque-mate?



Esta terça-feira, realizaram-se as primárias republicanas na Florida. No quarto maior estado norte-americano, Romney obteve 46% dos votos contra os 32% arrecadados por Gingrich, 13% de Santorum e 7% de Paul. Romney venceu graças aos votos dos moderados, liberais, católicos e protestantes. Por seu turno, Gingrich voltou a recolher a preferência da maioria dos conservadores e simpatizantes do movimento Tea Party. 
No discurso de vitória Romney aproveitou para se concentrar em Obama, apelar à união dentro do Partido Republicano, procurando reforçar a sua posição de candidato com mais hipóteses de derrotar o partido democrata. Tal como Gingrich recordou, o caminho não é um mar de rosas, ainda faltam 46 estados, a batalha eleitoral vai no inicio. Apesar de Romney ter tomado a dianteira nada é garantido. Nos próximos combates, a luta Romney-Gingrich vai endurecer... afinal, neste tabuleiro, o rei ainda não foi encurralado!


A saúde vai mal, sim Sr.

Quando quis ter a M. no Alentejo de imediato decidimos que o faríamos num Hospital do Estado. Fazia sentido até porque o próprio pai trabalhava "por ali" o que tornava as visitas mais fáceis e, principalmente, porque estávamos longe de imaginar que, entre colegas, algo pudesse correr mal. Tudo falhou, principalmente o lado humano dos médicos e enfermeiros. Na altura não escrevi no livro de reclamações para evitar represálias ao digníssimo esposo, do mesmo modo que não o fiz desta vez, aquando do internamento da M. durante as últimas 80 horas (mas desta vez as enfermeiras não escaparam a um bate boca no início da madrugada de 2ª feira). Só para resumir: a M. levou comida de casa para se poder alimentar e ainda teve de dar do NAN 2 dela a um bebé que não tinha comida; a mãe da M. (eu) dormiu 3 noites num sofá de um lugar; num dia faltaram lençóis e toalhas; noutro o ar-condicionado avariou e noutro não havia água quente; as 22h a M. arrancou o cateter, a mãe da M. (eu) avisou as senhoras enfermeiras que, por estarem a ver televisão, apenas apareceram as 23h para ver a mão da M. e as 23h20 para realmente mudar o cateter da M.... Etc, etc, etc... foram só 80 horas e muito mais podia dizer, nomeadamente as 6 horas passadas nas urgências com uma bebé de 9 meses, mas isto dá uma luzinha do estado da nossa saúde infantil.