Não tenham dúvidas, os EUA e Israel tudo farão para evitar que o Irão tenha acesso a armamento nuclear, garantindo que a actual correlação de forças no médio oriente não seja posta em causa.
Por um lado, o regime teocrático de Teerão afirma que a sua investigação nuclear tem em vista fins meramente pacíficos, bem como redução da sua dependência em relação ao petróleo, por outro lado assume, claramente, que o seu objectivo é a eliminação de Israel do mapa e que não podem reconhecer como estado a "entidade sionista", seja nas fronteiras de 1948, 1967, 1973, 1980 ou 2005.
Para não ficar isolado, na arena política e económica, Ahmadinejad procura apoio em países como a Venezuela, ao mesmo tempo que reforça as suas vendas de petróleo para a China, Japão e Coreia do Sul.
Neste impasse, a diplomacia Europeia e Americana terão de intervir de forma mais vigorosa, sendo que, a China também pode ser uma peça importante, na resolução, deste "puzzle nuclear".
A cada dia que passa as hipóteses de conflito aumentam, pois o estado israelita não ficará de braços cruzados. Em 1981, a aviação israelita levou a cabo um ataque aéreo preventivo, contra reactores nucleares iraquianos, com o objectivo de impedir o desenvolvimento desta tecnologia por parte do regime de Saddam Hussein.
Nada nos garante que tal não voltará a acontecer. Em breve, chegará a hora em que o mundo terá de fazer uma opção. Resta esperar que a democracia prevaleça...
