terça-feira, 12 de março de 2013

Os Reformados Indignados




Em tempos de reformados da banca indignados, o famoso “aguenta, aguenta…”, ideias sobre desempregados taparem buracos e o pânico generalizado natural de um país à beira do abismo (que afecta tanto pobres como ricos), pergunto-me frequentemente se a elite económica portuguesa está à altura para perceber e proceder de acordo com a realidade actual. A relação da democracia com a finança não é de todo coerente e basta pensarmos que vivemos num sistema cada vez mais baseado na liberdade individual, onde o mercado se encarrega do progresso e onde a democracia trata da justiça e pouco mais, descuidando-se aspectos tão simples como a solidariedade e a cooperação. Assim sendo, é fácil de entender que esta liberdade individual faz da falta de responsabilização e da ganancia vigentes, valores aceitáveis em certas esferas. Neste sentido, protegem-se, utilizam os seus círculos de influência e opõem-se ao altruísmo que deveria ser um valor fundamental nos dias de hoje, não o escondendo sequer nas suas opiniões públicas.
Para mim, a verdade é só uma: Portugal só pode sobreviver baseado no interesse do bem comum e o trabalho é ainda a única coisa que justifica a apropriação de riqueza, elementos que a nossa elite preferiu ignorar durante muitos e bons anos. Resta esperar, que depois desta revelação progressiva de caracteres, tenhamos um Portugal melhor a curto prazo onde estas pessoas não sejam mais que simples elementos eficazes e não os seus “mestres” absolutos.

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