sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Pedra Filosofal

A música que aqui tenho o prazer de partilhar convosco, provoca em mim uma miscelânea de sentimentos. Raramente a oiço, apenas nas escassas  vezes que passa na rádio e assim quero que continue para nunca me fartar de a ouvir e ter sempre o prazer de sentir aquele arrepiozinho na espinha! Chama-se Pedra Filosofal e foi baseada no poema escrito em 1956 por António Gedeão, pseudónimo de Rómulo de Carvalho (1906 - 1997). Em 1963 Manuel Freire cantou-a, marcando o imaginário de uma geração que sonhava com o fim da ditadura e um mundo de liberdade.
Para mim é intemporal. Numa altura em que o futuro parece hipotecado e se adiam projectos pessoais e profissionais, apenas o sonho parece comandar a vida.

















Eles não sabem que sonho
É vinho, é espuma, é fermento
Bichinho alacre e sedento
De focinho pontiagudo
Em perpétuo movimento

           (.....)
Eles não sabem nem sonham
Que o sonho comanda a vida
E que sempre que o homem sonha
O mundo pula e avança
Como bola colorida
Entre as mãos duma criança

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