terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A cartada de Seguro


Formalismos e pancadinhas nas costas à parte, a Comissão Política do PS, serviu para mostrar a Seguro que está tudo menos seguro enquanto líder do partido. Seguro caminha sobre brasas e sabe que tem de se mexer para não se queimar. A carta agora escrita à Troika é disso prova.
Será que Seguro acordou finalmente?

Tenciono, no entanto, focar-me sobre as reacções por parte dos partidos de Esquerda à referida carta...

Jerónimo de Sousa, líder do PCP, vem mais uma vez pôr-se à margem de qualquer entendimento ou conversação com a Troika. No seu entendimento, a oposição faz-se pela luta e a luta faz-se na rua.
Não posso deixar de discordar desta reacção. A "luta" faz-se por todos os meios institucionais e legalmente estabelecidos pela Democracia e pelo Estado de Direito. A manifestação e a mobilização são ferramentas válidas e importantes, não devendo, contudo, menosprezar-se outro tipo de iniciativas como a que agora surge por parte do PS.
Da mesma forma que reprovei o facto de PCP e BE se recusarem a participar nas negociações com a Troika, condeno agora Jerónimo de Sousa por esta falta de abertura política refém de uma ideologia estática, que insiste em olhar para trás em vez de seguir em frente. O PCP tem o dever de representar quem o elegeu e quem o elegeu quer ser ouvido. Isso significa ter uma palavra a dizer, inclusivamente - e principalmente - à Troika. A negação de uma realidade é a maneira mais fácil de se fazer oposição...


Já nota positiva merece João Semedo do BE, que com uma atitude positiva e construtiva reconheceu que esta iniciativa foi um passo importante, mas que por si só não basta. É preciso tirar as consequências do falhanço das medidas da Troika
Contrariamente ao que foi vaticinado por alguns, relativamente ao futuro do BE com a saída de Louçã enquanto líder do partido, penso que o BE pode vir a colher frutos com esta nova liderança mais dialogante, menos radical mas nem por isso menos activa. Resta saber se isto dá votos...

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