terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O neo-queirosiano



Duas semanas de férias, dois livros para ler: um de Eça de Queirós, outro de Franz Kafka. Na minha imaginação, transporto o kafkianismo para a realidade do Portugal de hoje. O Franz veria que afinal nada mudou, que o tal individuo (sempre ele…) continua a existir, sozinho, deparando-se com uma dimensão irreal que o deixa perplexo, mas ao mesmo tempo tão entranhado que lhe falta a capacidade para agir e que o desajusta da realidade. Mas o Franz não reparara que afinal, Portugal antes de ser kafkiano era e (pelos vistos continua a ser) queirosiano. Afinal, Portugal é mesmo assim: surreal, absurdo, submisso ao ilusório… Não tem remédio mesmo, poderia pensar, mas é tão agradável…  

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