terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Milagre de Natal



A minha vida havia entrado na monotonia total. As notícias que surgiam no nosso pequeno país pouco me alimentavam o espirito critico e a alta sapiência dos comentadores que proliferam nos canais a cabo não me ofereciam sequer uma ligeira ideia para tecer um ou dois comentários no blog. Mas tudo mudou na passada semana.

Artur Batista da Silva aparecia nos canais a mostrar todo um novo approach no que toca a falar sobre a vida política europeia, enviado alertas oportunos sobre a nossa futura situação e por pouco que não falou sobre a cor das cuecas que a Merkel usa aos domingos de manhã. Tudo isto enquanto se apoiava sistematicamente no nome das Nações Unidas, uma organização que apesar da cobertura feita a uma mão cheia de casos de corrupção e acusada pela “legalização” de genocídios, parecia através das sábias palavras deste senhor uma cena do Texas Ranger quando o Chuck Norris salva o episódio com dois rotativos nos maxilares dos malvados vilões. Bravo! Não me sentia tão animado num debate sobre política desde a estreia de Medina Carreira e devia agradecer na totalidade a este anjo caído do céu… O meu Natal estava salvo! 

Mas como tudo em Portugal nestes últimos meses (senão anos!...) tem sido efémero, nem este pequeno milagre de Natal a la portugaise se iria safar. Ao que parece o já famoso coordenador de um observatório das Nações Unidas caiu nas malhas da sua própria mentira, ainda nem a semana tinha terminado… O sentimento de traição não consigo apagar do meu coração mas também não consigo esconder o agradecimento que tenho por ti Artur! Por momentos fizeste escola nos debates televisivos, nem que seja por te fazeres passar por algo que não és, apesar de continuar a ter o estranho sentimento que tais actos não são mais que aquilo já feito diariamente por outros comentadores… E com isto desejo a todos um Merry Christmas e um Happy New Year e muito cuidado com os vigaristas, apesar da distância que ainda existe entre vocês e qualquer estúdio televisivo sedeado em Carnaxide ou Queluz!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Os favoritos de 2012 (Parte III)


Se 2012 está por um fio, o País, há quem diga, está para acabar. Já a música que este ano nos deu dificilmente morrerá sem dar luta, pelo menos ao ouvido. Entre a guitarra de James Hince e a voz da menina Alisson Mosshart, renovou-se o tratado do norte-atlântico. O barulho, em descargas industriais, voltou a fazer sentido, a canalha nova-iorquina respira saúde. Sem dar acessos a crises, Úria garante que o mundo foi vencido. Leonard Cohen apresenta velhas ideias, não havia como falhar. O Bernardo foi a África, para nos lembrar que, afinal de contas, ainda (?) somos portugueses. Jack White, a minha escolha do ano, fez de Blunderbuss uma ode ao amor-ódio    

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Os favoritos de 2012 (Part II)

Na minha condição - de mãe - é complicado ter gostos pessoais. Até a mais curta das viagens de carro tem sempre por Banda Sonora uma qualquer música infantil.Pelos favoritos, isto é, pelos mais ouvido de 2012 são os artistas coloridos quem mais ordena! A mãe, essa, que por acaso sou eu, pouco mais tempo teve do que para ouvir a música do conterrâneo ou conhecer a OST da nova série televisiva.

Os favoritos de 2012


 


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Ai se isto pega!

Por ,os enjoos dão direito a baixa médica de 30 dias. Decididamente, vou emigrar!

O Estatuto do aluno

Lembro-me, quando andava na escola, que faltar era coisa impensável.
Ai da minha mãe que eu fizesse gazeta de livre e espontânea vontade. Ai dela, e ai de mim! Nesse tempo havia aquela coisa chamada "respeito" e responsabilidade (bom, não falo dos tempos da Faculdade, esses foram feitos para outras coisas). Falo dos tempos de escola que esta notícia refere. Esses tempos são idos. Agora parece que, se o aluno falta e é penalizado por isso - pelo professor e mais a fundo, pela escola e pelo novo estatuto - quem "leva" dos pais é o Professor. Modernices!

sábado, 1 de dezembro de 2012

Coligação

É impressão minha ou sempre que Pedro Passos Coelho dá uma entrevista Paulo Portas fica numa posição pouco confortável?