terça-feira, 9 de outubro de 2012

As nossas Leis da Simplicidade - Parte II

Não esperava tão cedo voltar a abordar aspectos das nossas “leis da simplicidade” cá pelo nosso blog, mas a verdade é que o nosso governo (reflexo da classe política nacional em tempos de crise e incompetência) resolveu na última semana dar mais motivos para reanalisar e aprofundar as nossas teorias. Se antes a indignação se resumia a um discurso simplista e redutor, agora as “leis da simplicidade” chegam através das novas medidas em resposta à contestação da população, à indignação empresarial e à negação e confrontação vinda da segunda metade da coligação, no fundo o chamado “assalto à mão armada”, tornado famoso por Marques Mendes.

A premissa é a mesma da publicada há semanas: intolerância, ignorância em relação àquilo que os rodeia e ultrapassar por todos os meios as ameaças aos seus interesses ou a tudo aquilo que é complexo e difícil de controlar. Desta vez, a ignorância e mediania geraram vingança e com meia dúzia de “pauladas” se espezinhou a população e todos aqueles que repudiaram e rejeitaram a engenharia medíocre para superar a crise. Se o orgulho foi ferido, então a resposta deverá ser dada com a mesma intensidade, senão mais. E tudo isto ganha contornos ainda mais macabros, caso algum governante ache que o seu tempo está a acabar e que ao agir desta forma é a última maneira possível para vincar a sua posição neste processo atabalhoado e mal planeado para levar Portugal não se sabe onde.

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