sábado, 20 de outubro de 2012

Catálogo de cores para a reabilitação da fachada europeia


Com uma palete de cores de tão grande qualidade, ainda não percebo como vivemos numa Europa tão cinzenta...

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A Castidade como opção

E de repente, a C. N., sobre relações, diz-me isto: "O mal disto é o mercado andar fraco, leva uma pessoa a ponderar coisas que de outra forma nem me passariam pela cabeça." 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Corpo de Intervenção


Um país com tão fracos serviços de inteligência só sobrevive ás custas de um bom corpo de intervenção.

Algo de Grego em nós

Neste momento, na capital do império, manifestantes, provavelmente ligados ao partido "Os Verdes" e ao BE, atiram contentores  ao chão e separam o lixo para a reciclagem. Quando atirarem as garrafas para o jardim do Passos Coelho, por favor, separem o vidro colorido do clear para facilitar a triagem. 

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Livro de Cabeceira

Porque o País está no estado em que está, hoje é um bom dia para começar a ler informação de jeito - em vez de jornais com escrita duvidosa.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

As nossas Leis da Simplicidade - Parte II

Não esperava tão cedo voltar a abordar aspectos das nossas “leis da simplicidade” cá pelo nosso blog, mas a verdade é que o nosso governo (reflexo da classe política nacional em tempos de crise e incompetência) resolveu na última semana dar mais motivos para reanalisar e aprofundar as nossas teorias. Se antes a indignação se resumia a um discurso simplista e redutor, agora as “leis da simplicidade” chegam através das novas medidas em resposta à contestação da população, à indignação empresarial e à negação e confrontação vinda da segunda metade da coligação, no fundo o chamado “assalto à mão armada”, tornado famoso por Marques Mendes.

A premissa é a mesma da publicada há semanas: intolerância, ignorância em relação àquilo que os rodeia e ultrapassar por todos os meios as ameaças aos seus interesses ou a tudo aquilo que é complexo e difícil de controlar. Desta vez, a ignorância e mediania geraram vingança e com meia dúzia de “pauladas” se espezinhou a população e todos aqueles que repudiaram e rejeitaram a engenharia medíocre para superar a crise. Se o orgulho foi ferido, então a resposta deverá ser dada com a mesma intensidade, senão mais. E tudo isto ganha contornos ainda mais macabros, caso algum governante ache que o seu tempo está a acabar e que ao agir desta forma é a última maneira possível para vincar a sua posição neste processo atabalhoado e mal planeado para levar Portugal não se sabe onde.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

5 de Outubro: Debandada Geral





No mínimo esquisito! É este o meu resumo das comemorações, deste ano, do dia da Implantação da República.

O nosso Primeiro escolhe estar fora quando deve estar dentro, e opta por ficar, quando deve ir.

O Exmo. PR, escolhe ficar dentro - do Páteo da Galé, entenda-se, - em vez de ir para fora, para a Praça do Município, como vem sendo tradição...(as comemorações da república passaram de forma inédita, também elas, a ser privadas!).

Os Jardins de Bélém, esses não abriram ao público no dia de hoje, em vésperas de um fim de semana onde tem lugar o evento "Lisboa Open House".

Com tudo isto, o episódio da bandeira hasteada ao contrário, para mim não foi ultrage, mas simbologia da leveza com que hoje se tomam opções e se fazem escolhas para o país como quem escolhe a camisa que veste amanhã...


p.s. Sr. José Relvas, esteja onde estiver, a sí me dirijo, assim como a outros pais da República Portuguesa..., a título pessoal as minhas desculpas, não foi por isto que se debateram, que lutaram, que morreram. Mas olhe, deixe lá isso, amanhã é outro dia!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Os Loucos Anos 90

Eram meados dos anos 90, os loucos anos da droga, do techno e de jogadores búlgaros a espalhar magia pelos campos de futebol portugueses. Pensava-se que tudo o que de mau havia no passado estava a ser levemente esquecido e os próprios políticos não deixaram escapar a oportunidade para vincar a sua criatividade no âmbito do humor, criando escola e abrindo caminho a pérolas como as fábulas do “Lafontaine” Macedo. E foi isso mesmo que fez Carlos Borrego, ministro do Ambiente de Cavaco Silva, certamente no meio da folia de uma jantarada bem regada e marcada por todos os excessos característicos da já distante era nos nineties e do esbanjamento dos dinheiros públicos. “Sabem o que é que no Alentejo – em Évora melhor dizendo – fazem aos cadáveres das pessoas que morreram ultimamente? Levam-nos para reciclar, para aproveitar o alumínio” – declarou o ministro no auge da sua genialidade. Piadas sobre alentejanos eram comuns na época, mas tal declaração caiu que nem uma bomba e forçou mesmo à demissão do ousado Borrego, que rapidamente se desvaneceu na memória nacional em plena era do primitivismo cómico do Macaco Adriano e numa altura em que Sofia Aparício e Rute Marques ainda saltaricavam no imaginário sexual dos homens portugueses.
No entanto, e como perspicazes bloguistas que somos, é importante relembrar acima de tudo as reacções políticas a este escândalo de humor negro (bem sabemos que a SIC acabou de perder uma hora da sua programação com paralelismos entre o Portugal da década de 90 e os dias de hoje, mas comparações com a actualidade são permitidas neste caso e recomendam-se…). Ora vejamos seis momentos-chave:


0:20: Duarte Lima, um humanista por natureza… Nunca ele poderia aceitar gozar-se com cadáveres, até porque só ele sabe a dificuldade de arcar com o peso de um defunto…
0:26: Pacheco Pereira, ainda longe das actuais e sábias barbas brancas, deixou de lado o característico “Mas isso não é a questão essencial…” e enfrentou o touro pelos cornos, adoptando uma postura mais pragmática para algo tão pouco ético.
0:39: Cavaco Silva respondia: “Quem? O quê? Não percebo, desconheço totalmente… Ó Maria, quem é o Carlos Borrego? Ah sim… Pois… Bom, não comento…” Enfim, se duvidas restassem, já em 1995 se vislumbrava o porquê deste senhor não conseguir prever a crise que assolaria o nosso país…
1:24: PCP, num vislumbre de indignação hollywoodesca com vídeo a preceito e nomes para dramatizar toda a cena. Um verdadeiro prototipo do estilo Fahrenheit 9/11. Há quem diga que se o Michal Moore é o que é hoje, certamente o deve ao período Carvalhas do comunismo português.
2:03: António Guterres, palavras para quê? O futuro comissário das Nações Unidas não poderia aqui deixar de lado as suas qualidades de defensor da vida humana e já calcetava o caminho que o levaria a ajudar os pobres e oprimidos do Terceiro Mundo.
2:38: "É o Manuel Monteiro" - acabaram de me dizer ao ouvido……… hmmmm…… pois….. "Ó Maria, quem é mesmo o Manuel Monteiro?!"...