segunda-feira, 7 de maio de 2012

Beastie




Não sou apreciador de hip-hop. Como poderia, um beirão criado a doses regulares de Aquilino Ribeiro, no Portugal profundo, apreciar a banda sonora do gueto norte-americano? Nos anos que levo de vida apenas uma banda me captou a atenção e o ouvido. Talvez por não representarem o esteriótipo tradicional das bandas do género. Escrevo sobre os Beastie Boys, grupo que tem tudo para não pertencer a este movimento. Notem, os membros são judeus, brancos, de classe média-alta nova-iorquina, estreiam-se na música, nos anos 80, no seio da comunidade punk. As suas letras refletem uma forte consciência política, os problemas da classe média, estão pejadas de bom humor, abundam as referências à cultura pop. Em termos musicais apresentam um estilo inovador, próprio e inimitável que faz a fusão entre rap, rock, punk e lounge music. Os vídeos são povoados por humoradas referências cinematográficas. No último 6 de Maio, desapareceu um terço desta banda. Adam Yauch faleceu, aos 47 anos, vitima do maior assassino em série da actualidade (cancro). Fica a "Carta Aberta" que deixaram a N.Y depois do fatídico 9/11.

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