terça-feira, 29 de maio de 2012

Amesterdão


No último fim-de-semana, terminei de ler "Amesterdão"de Ian Mcewan. Obra que não foge ao estilo do autor, com 180 páginas, vencedora do Booker Prize '98 e editada, entre nós, pela gradiva. A acção inicia-se no funeral de Molly Lane. Nesse momento estão presentes Clive (compositor), Vermon (editor de jornal) e Julian (político) todos eles ligados pelo facto de terem sido amantes da defunta. Clive e Vermont são amigos e, afectados pelas circunstancias da morte de Molly, fazem um pacto de eutanásia. Com o desenrolar da acção Vermom publica, no seu jornal, fotos, capturadas por Molly, do político em  roupa interior feminina, prejudicando a carreira política de Julian. A ética de Clive leva-o a questionar o amigo. Neste momento, a amizade  começa a ser corroída, por caminhos tortuosos, a história atinge o ponto de não retorno. Não pensem que os ex-amigos se esqueceram do pacto, após uma pretensa reconciliação, ele será levado a cabo (neste momento é impossível contornar o humor negro do autor). Neste romance, Ian apresenta, ao leitor, uma história crua sobre as falhas de carácter comuns todos os seres humanos. Não sendo a sua melhor obra, Ian consegue viver de acordo com a alcunha "Macabro". Aconselho vivamente a leitura.

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