sábado, 28 de abril de 2012

Loja do Cidadão

Hoje (Sábado), 9h15 min, já longa ia a fila para as Finanças, na Loja do Cidadão. Atrás de  mim, duas mulheres de meia-idade falam de uma terceira que está ausente. Durante os 45 minutos de espera, as referidas vizinhas de fila, revolveram e resolveram a vida da terceira. A saber: Enumeram as traições conjugais; avançam para o divórcio, afinal de contas o marido gasta todo o dinheiro na "noite"; resolvem a questão das partilhas, da pensão, da casa, do carro e canários. Entretanto sou atendido, os meus ouvidos agradecem, para ser informado que terei de me deslocar a outra repartição porque ali não poderia resolver o problema. Trinta e oito anos de estado democrático e um "Simplex" depois, o  estado continua pesado, ineficiente e caro. Os restos da tradição anti-liberal continuam visíveis em qualquer repartição. Moral da história: Se o estado seguisse a iniciativa privada (vizinhas de fila), seria muito mais eficiente para contentamento de alguns e conhecimento de todos. 

Sem comentários:

Enviar um comentário